tome_devocional

Tomé?

Seu nome? Tomé.
Mas poderia ser Jessé, Jefté, André e até …
Barnabé.
Ganhou a alcunha de ser o discípulo sem fé.
Curiosamente, o mestre, certa vez diante de um perigo iminente, disse aos colegas de Tomé:
– Homens de pouca fé!

O mestre de Tomé é injustamente crucificado.
Os discípulos ficam desesperados.
O medo, a tristeza, a angústia e a depressão, se apossam daqueles corações que antes estavam cheios da utopia do reino.
Cada um escolhe um caminho para seguir, ou para retornar.
Incrédulos! Crentes de que o mestre não venceria a morte.

Os dias seguintes se arrastam.
E só quem já vestiu luto, sabe.
Os segundos, não são segundos.
Os minutos, não são minutos.
A mente, encharcada de incompreensão, não permite que o tempo passe.
Incrédulos, os amigos de Tomé ouvem uma fofoca, talvez feita pelas mulheres.
– O mestre ressuscitou!
O que será que Tomé pensou?
O que eu pensaria?

Talvez, ao se reunir com os seus amigos para reencontrar o ressuscitado, ele pensava:
– Não acredito no que estou fazendo, vou embora.
Mas, rompendo as leis da física, o mestre surge no meio deles.
Diante daquela figura, os olhos de Tomé veem, mas não enxergam.
Sua mente processa, mas ele não compreende.

Quem é Tomé?
Um homem sem fé?
Como eu.
Talvez como você.

O mestre não o repreende, nem o condena, nem muito menos desiste dele.
Gentilmente, o convida:
– Me toca.

Para seguir Jesus, não é preciso ser um super crente.
Nossa fé, pode até ser vacilante.
Mas, é preciso ter um coração de aprendiz como o de Tomé!

 

 

Allan Reis – Professor do IBK.

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