Evangelismo das Antigas

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Evangelismo das Antigas

Muito se fala da geração de 1980, a geração dos pais dos atuais jovens da FEMEC. E realmente, é só parar para ouvir algumas histórias que já podemos perceber o quão relevante eles foram desde jovens.

Hoje vou contar um pouquinho sobre como eles preparavam e faziam os evangelismos.

 

Muito antes de Mochilão ou Projeto Nilson Braga, a FEMEC-SP já realizava, por conta, um trabalho de evangelismo. Era feito uma vez por ano, durante duas semanas de Janeiro. Eles se preparavam meses antes, se envolviam com a igreja e até tinham ajuda de outras igrejas e jovens em alguns evangelismos mais distantes de SP.

O primeiro contato era feito através dos missionários, pastores e igrejas, que passavam informações dos campos missionários para a diretoria da FEMEC. A partir daí era feito um levantamento dos campos e verificadas as necessidades do local, assim como as condições de acomodação. Geralmente os jovens iam ao auxílio das nossas igrejas do interior (como Montes Claros e Taubaté) que precisavam de apoio evangelístico.

O preparo começava de 6 a 4 meses antes, com muita oração e planejamento. Era feita a divulgação do local, data, e despesas de locomoção e alimentação, assim, quem sentisse interesse podia se inscrever e participar. Após a divulgação, eram feitas reuniões para organização do trabalho, e divididas as tarefas para já saberem o que iriam fazer naqueles dias, entre: evangelismo, visitas, pregação e aulas para as crianças.

Como eles ficavam dias trabalhando no campo, a igreja local era responsável pela acomodação, sendo que os jovens cuidavam da própria alimentação. Caso a igreja tivesse cozinha e banheiro, eles ficavam acomodados na própria igreja, se não, eram abrigados em casas cedidas pela igreja.

O pastor José Luiz Anaya (IEC Santo Amaro), que participou desses evangelismos, nos contou que eram feitos cultos evangelísticos aos sábados e domingos, e durante a semana faziam EBF (escola bíblica de férias) e visitações convidando para os cultos, “também participávamos dos trabalhos regulares da igreja no meio da semana, como reunião de oração e estudo bíblico”, completa.

Vale citar aqui, que esses jovens arcavam com suas despesas, usavam o tempo de férias que tinham para se dedicar a uma igreja e cidade (às vezes em outro estado) totalmente desconhecidos, e proclamar e viver o amor de Cristo naquele lugar. Eles realmente se envolviam com a igreja local e seus membros, seu trabalho tinha impacto imenso no bairro, e isso tudo resultava numa experiência missionária de extrema riqueza.

O pastor José Luiz compartilha conosco algumas de suas experiências.

“Lembro que em Belo Horizonte evangelizamos uma mulher que era constantemente possuída por uma legião de demônios e que tivemos que revezar na oração por várias horas até que Deus nos deu a vitória.

Em Salto de Itararé pintamos toda a Igreja e tivemos ajuda das Igrejas Congregacionais de Curitiba.

Para chegarmos na congregação da IEC Salto de Itararé, em Alemoa, enfrentamos uma enchente que tínhamos que atravessar a rua com uma corda para chegar até a congregação.

Em São Mateus – ES, a despedida foi o que mais marcou pois os membros da Igreja não queriam que partíssemos.

Para irmos no ponto de pregação da Igreja Montes Claros, em Januária, tivemos que atravessar o rio São Francisco de balsa e ir até o local a cavalo, pois não dava para ir de carro. Como não tínhamos experiência em andar a cavalo, o trajeto foi bem “divertido”.”

 

São muitas as histórias desses evangelismos e impactos que nosso jovens faziam naquela época. Que possamos voltar a ter este mesmo ânimo, respondendo ao ide com alegria, coragem e fé, levando o amor a todos os bairros e cidades ao nosso alcance!

 

Agradecemos ao Pr. José Luiz Anaya por sua colaboração no post de hoje, que Deus o abençoe.

 

Priscila Klein

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